terça-feira, 30 de novembro de 2010

Avaliação

Avaliação
     O estranhamento do familiar foi estranho: andei e observei bastante para que esse algo familiar se tornasse diferente. Muito procurei, muito pensei até que vi a igreja com um olhar mais apurado, e não com os olhos de quem a frequenta quase todos os dias. Então achei que esta poderia ser a minha porta de entrada.
     Fiz o desenho do percurso, fotografei e tudo. Só que a FAV não aceitou por se tratar de um lugar de cunho religioso… “Tudo bem, vamos procurar outra porta”, pensei. Ainda bem que o CAIS (Centro de Apoio à Inclusão Social) estava bem ali no meu percurso. Comecei então a idealizar essa entrada. Fiquei entusiasmada ao ver que este centro se trata de algo que está em evidência e que se comenta muito atualmente: a inclusão social. Percebi que as crianças que ali estão realmente precisam desse apoio por causa das suas necessidades especiais que – mesmo não sendo bem acentuadas – existem, então pode ser chamado de escola (só que é diferenciada, pois os alunos frequentam a escola regular em um horário e no outro vão pra lá, conforme encaminhamento da escola, e recebem atendimento com profissionais na área da saúde, recebem merenda e têm atenção dos funcionários de lá).
     Chegou a hora de elaborar a proposta. Comecei animada, achava que não seria fácil, mas nem tanto difícil. Cheguei a enviar para a professora umas 4 vezes e sempre estava faltando algo, mas como boa brasileira que sou não desisti. Fui tentando até que enfim deu certo. Fiz algumas participações nos fóruns procurando através do trabalho dos colegas achar uma forma de melhorar o meu, e assim aconteceu.
     Primeiramente, pensei em algo relacionado à reciclagem, porque assim poderia estar fazendo arte com as crianças e trabalhando com elas algumas funções motoras e psicológicas. Mas assim não deu certo, porque, segundo a nossa professora, não devemos neste tipo de intervenção usar a arte como apoio para uma terapia, nesse caso. Depois pensei em usar as obras de Picasso no cubismo e fazer uma releitura delas com as crianças, mas também não deu certo: Picasso não é artista contemporâneo! Finalmente, me encaminhei para o rumo certo: pensei em algo relacionado à contemporaneidade, em especial à Op-art. Foi quando enviei o plano pela penúltima vez. Então, só faltaram alguns ajustes e o meu plano já estava quase perfeito.
     Neste processo, como já disse, a contribuição dos meus colegas no fórum de discussão foi essencial. Vi que alguns estavam pensando em fazer trabalhos recreativos em praças, o que muito me inspirou a trabalhar com as crianças do CAIS. Outros, através da abertura da porta à comunidade, me influenciaram a abrir a minha também: a exposição dos trabalhos para os pais e a comunidade foi um sucesso!
     Chegou o tão esperado momento da intervenção. Um suspense e tanto. As crianças felizes e com os olhinhos a brilhar, contentes por poderem participar de algo novo que os envolvesse e tudo correu bem.
     Eu pensei que ao chegar lá seria tudo muito difícil para mim, que não tenho tanta experiência em lecionar. Mas as crianças foram tão dóceis e receptivas que logo me soltei e pude trabalhar bem com elas. Uma idéia que deu muito certo foi a escolha dos cata-ventos, pois as crianças os confeccionaram com muita facilidade e diversão. Outro ponto que teve sucesso foi a parte da exposição: eu não imaginava que daria tão certo. Através dela houve maior aproximação entre a comunidade e o trabalho realizado no CAIS (e eu espero que esta porta continue aberta).
     O desenrolar da ação foi muito interessante. Pude sentir o quanto é agradável trabalhar com essas pessoas que são vistas como diferentes, mas que têm capacidade que precisa ser explorada, para que assim a cada dia se desenvolva e faça parte de uma inclusão que o fará ter uma vida mais feliz. Sei que não é fácil, existem fatores como a limitação, inquietação que tendem a fazer com que as expectativas não sejam alcançadas, mas as mudanças muitas das vezes se fazem necessárias para melhor adaptação, como por exemplo o horário para finalizar a ação (seria 8:00h mas por causa da CONFAEB realizei às 13:00h, o que não impediu de desenvolver os trabalho de acordo com o plano).

Plano de Ação


Arte Contemporânea para crianças

I-             Introdução
A deficiência mental é um termo que se usa quando uma pessoa apresenta certas limitações no seu funcionamento mental e no desempenho de tarefas como as de comunicação, cuidado pessoal e de relacionamento social (BARBOSA, 2009). Segundo Santana (2007), o tratamento dos deficientes mentais deve incluir o acompanhamento simultâneo do médico, do fisioterapeuta, da terapia ocupacional, do fonoaudiólogo, do psicólogo, do pedagogo, entre outros.
Como crianças de baixa renda poderiam ter acesso ao tratamento de sua deficiência? Para solucionar este problema, a prefeitura de Alexânia-GO iniciou um projeto de intervenção: o Centro de Apoio à Inclusão Social (CAIS). O CAIS conta com uma equipe multiprofissional que ajuda as crianças tanto em saúde (profissionais de saúde) quanto em educação (professores).
As crianças são selecionadas de acordo com um relatório enviado pelas escolas indicando quem necessita de um apoio maior à aprendizagem. Elas são então encaminhadas ao Centro, onde recebem o ensino de maneira lúdica e de mais fácil assimilação. Momentos de lazer também fazem parte do projeto: as crianças se divertem bastante enquanto aprendem.
Dentre os principais tipos de deficiência estão a Síndrome de Down e a Deficiência Mental (DM).

II-           Objetivos
Objetivo geral: Fornecer noções básicas a respeito da Arte Contemporânea – com ênfase na Op-Art – às crianças participantes do Centro de Apoio à Inclusão Social (CAIS).
Objetivos específicos: Tornar os participantes capazes de identificar as obras oriundas da Op-Art assim como os seus principais aspectos conceituais; Ensiná-los a confeccionar um cata-vento; Proporcionar momentos de lazer e aprendizado junto à comunidade.

III-         Justificativa
Complementar o trabalho dos profissionais deste centro seria importante do ponto de vista em que algo vindo de fora é sempre bem visto pelas crianças, já que este tipo de público sempre dá mais atenção ao que é novo – ainda mais ao que é relacionado à arte.
A proposta conta com três faces que mesmo distintas estão interconectadas: aprendizado, desenvolvimento e lazer. O aprendizado a respeito da Arte Contemporânea é importante não só pelo conteúdo – que por si só já é riquíssimo –, mas também pelo desenvolvimento psicológico que este proporciona (elementos cognitivos). O desenvolvimento também é gerado através dos elementos psicomotores presentes no projeto, que se dão por meio dos momentos de lazer e confecção de cata-ventos.
A Op-art foi escolhida para esta ação porque imagino que seja um tema atrativo para as crianças. De acordo com relatos dos funcionários do CAIS, as crianças participantes deste centro são muito inquietas e insubordinadas. Por isso, é importante que o tema seja agradável a elas.

IV-        Cronograma
O desenvolvimento da proposta se daria em dois encontros. O primeiro seria dividido em dois momentos: aprendizado e confecção de cata-ventos. O segundo seria uma exposição dos trabalhos para a comunidade.
Primeiro encontro (Em 22/11/10 às 8:00)
Em um período de aproximadamente 30 minutos, serão ensinados às crianças os fundamentos básicos para o entendimento da Arte Contemporânea, com o foco voltado para a Op-Art. Posteriormente, mas como complemento ao primeiro momento, as crianças confeccionarão um cata-vento, que será o subsídio necessário para a exposição (segundo encontro).
Segundo encontro (Em 25/11/10 às 8:00)
Neste encontro haverá uma exposição, para a qual os pais deverão ser previamente convidados (juntamente com outros familiares e amigos). Esta durará aproximadamente 40 minutos, e os convidados serão contextualizados a respeito do que se trata.

V-          Metodologia
A proposta será desenvolvida em uma das salas do CAIS, com o auxílio de profissionais presentes no local.
No momento de aprendizagem a respeito da Arte Contemporânea, explicarei com o auxílio de imagens (imagens das obras de arte contemporânea) os princípios básicos da arte contemporânea e da Op-Art.

Arte Contemporânea: a Op-Art
Os estudiosos classificam os períodos artísticos separadamente, para facilitar o entendimento das produções artísticas. Eles então agrupam as obras de acordo com o período em que foram produzidas e também de acordo com o tema que elas seguem.
Um período artístico muito importante é o de Arte Contemporânea, que surgiu no século XX e dura até hoje. Os principais artistas foram: Yves Klein, John Chamberlain, Andy Warhol, Victor Varasely, Dan Flavin, Piero Manzoni, On Kawara e Michael Heizer.
A Arte Contemporânea tem como característica dirigir a arte às coisas do mundo, à natureza, à realidade urbana e ao mundo da tecnologia. As obras contemporâneas propõem um pensamento sobre a própria arte, instigando o espectador a questionar o que está vendo.
A ilusão de óptica acontece quando a imagem que vemos não é realmente aquela que está desenhada no papel, por isso temos dificuldades de distinguir suas cores e formas, e às vezes parece até que ela se move em nossa frente. Dentro do período de Arte Contemporânea temos um movimento que explora este tipo de imagem: é o chamado Op-Art.
Como artistas da Op-art, destacam-se: Victor Varasely, Richard Anusziewics, Bridget Riley, Ad Reinhardt, Kenneth Noland e Larry Poons.

Depois, ensinarei a elas como confeccionar um cata-vento. O interessante é que o papel base (quadrado 20x20cm de cartolina dupla-face) para esta construção será previamente decorado com uma ilusão de ótica baseada na obra Movimento com quadrados, de Bridget Riley. Para isto, serão utilizados materiais como lápis de cor, canetinhas hidrocor, palito para churrasco, tesoura e alfinete.

Como fazer um cata-vento?
Dobre o quadrado de cartolina, de forma a termos as marcas diagonais. Daí, nós cortamos uma reta nestas marcas, mas tomando o cuidado de só cortar até um pouco mais do que um quarto do quadrado. Agora, nós vamos colocar as pontas do quadrado no meio da figura. Então, vamos colar as pontas no meio do quadrado. Para termos mais estabilidade no cata-vento, vamos colar um pedacinho de cartolina no meio dele e, com ajuda de um alfinete, fazer um furo exatamente no meio, onde está o pedacinho da cartolina. Por fim, nós vamos colocar o cata-vento no canudinho ou espetinho de churrasquinho, prendendo com o alfinete ou tachinha. Agora o nosso cata-vento está para a brincadeira!

No segundo encontro haverá a exposição, na qual os objetos confeccionados pelas crianças serão dispostos no ambiente como se estivessem (e estarão) a decorá-lo. Para isso utilizarei vasos pequenos de plantas, mesas, barbantes e outros materiais. Neste local (alguma sala do CAIS) apresentarei brevemente (aproximadamente dez minutos) as partes principais do projeto desenvolvido, a fim de que os convidados se sintam também dentro do mesmo. Então haverá o momento de lazer das crianças com seus cata-ventos (que estarão devidamente identificados) e também com a comunidade.

VI-        Avaliação
O desenvolvimento desta proposta será avaliado por meio de entrevistas com os alunos, os profissionais do CAIS e a comunidade presente na exposição (que não deixa de ser também um método de avaliação). Serão feitas algumas perguntas, como:
▪ “Você gostou de participar do projeto?”
▪ “O que você acha que poderia ter sido melhor?”
▪ “Você acha este tipo de atividade importante?”
▪ “O que você aprendeu hoje?”
Conforme o andamento da conversa poderei também fazer outras perguntas.
Outro método utilizado será de forma mais dinâmica: farei perguntas à turma, e quem responder primeiro e corretamente ganhará um prêmio. As perguntas serão:
▪ Qual é a principal característica da Arte Contemporânea?
▪ Quem sabe me dizer o nome de algum artista contemporâneo?
▪ O que é ilusão de ótica?
▪ Qual movimento artístico contemporâneo fez uso das ilusões de ótica?

VII-       Bibliografia
BARBOSA, Jorge Nunes. Deficiência Mental / Atraso Mental. 2009. Artigo disponível em: <http://homepage.mac.com/jbarbo00/.Public/DEFMENTALPANDEF.htm>.
SANTANA, Ana Lucia. Deficiência Mental. 2007. Artigo disponível em: <http://www.infoescola.com/psicologia/deficiencia-mental/>.
SBP – Sociedade Brasileira de Psicomotricidade. A Psicomotricidade. Disponível em: <http://www.psicomotricidade.com.br/apsicomotricidade.htm>.
IECLB – Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Cata-vento. Disponível em: < http://www.luteranos.com.br/101/infantil/atividades1.htm>.
Enciclopédia Itaú Cultural. Arte Contemporânea. Disponível em: < http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=354>.

Interface

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Congresso Nacional

A exemplo de Marcel Duchamp que utilizou de um vaso sanitário e uma roda de bicicleta para produzir arte, assim mesmo como são realmente esses materiais e não em pintura, me vali de 2 garrafas pete e duas tigelas para representar o congresso nacional, visto que esse material é facilmente encontrado e para termos uma obra de arte basta declararmos, ou seja, depende da maneira como a olhamos, ai está o meu congresso nacional.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Além dos limites


Fui muito além do limite e ultrapassei, como avancei, o que era mais deixei, o difícil optei, nem um pouco imaginei. Não desesperei, arrisquei, bem longe avistei, como sonhei.
Não consegui entender onde fui parar, sai da lógica da vida, igual um surfista desafiei o mar, fiquei por um fio beirando o limite onde minha capacidade não podia suportar.
De um lado do outro um grande abismo vi aproximar, semelhante um equilibrista a qualquer momento a corda podia arrebentar. Voltar o normal seria mais certo, andando nesse limite a vida era um deserto, tempo incerto, alternativa precisava encontrar, aonde descobri alguém que pudesse ajudar.
Todo mundo com sua cruz para carregar, a minha estava mais pesada disse aqui mesmo vou parar, numa fornalha ardente meu sonho vi se queimar; não tinha mais tempo para outro sonho recomeçar.
Vida agitada não podia nem concentrar, da forma que andava eu mesmo iria me atropelar. Há lembrei! Jesus qualquer situação pode mudar, vou acreditar em quem fez este mundo tem capacidade pra tudo transformar.


CALDAS, Jerônimo Genoilton de. Além dos limites. In: ______ Crônicas Poéticas. São Paulo: Fotólise, 1998. p. 16.
 

Video: Andanças

 Polo Allto Paraiso
Autores: Filipe e Andrea

 http://www.youtube.com/watch?v=DzsBNnypmeY&feature=player_embedded


Este vídeo mostra algumas pessoas andando por uma cidade, algumas andam devagar, outras depressa; algumas correm, outras saltitam. Todas chegam a um mesmo lugar, que é uma casa. Uma das pessoas tira o sapato e lava os pés. O fim do vídeo é com duas pessoas sentadas numa cama balançando os pés.

Caminhada

http://www.youtube.com/user/AntoniaAires

sábado, 21 de agosto de 2010

Importância do Blog

Na verdade essa ferramenta é muito importante para todos que dela queiram fazer uso, até porque é um meio de comunicação muito atual e podemos achar todos os tipos de informação, fazendo com que o internauta deixe comentários de modo que se interajam com os visitantes.
Para nós estudantes de Artes Visuais é algo que muito nos auxilia, pois nos permite usar uma linguagem mais objetiva para interagirmos com os colegas e assim obtermos informações com mais rapidez. Como se trata de algo pessoal, penso que ficamos mais à vontade para expormos nossas idéias. O blog permite uma linguagem mais solta e informal com os colegas, e assim aprendemos uns com os outros.

Estágio Supervisionado III

Resumo da Unidade 1

  • Oportunidade de ter as primeiras aproximações investigativas.
  • Planejarmos nossas vidas na escola com a construção de nossos planos de ação.
  • Avaliação do calcanhar de Aquiles de forma individual ou em grupo, mas com apoio de toda a turma e pelos professores.
  • A proposta do Estágio é ampliar a experiência para além dos muros da escola, tornando a cidade como referência para a elaboração de projetos de ação educativa.
  • Olhar para a cidade de uma maneira diferente.
  • Defender um projeto de cidades educadoras é realçar seu caráter de agente formadora, sua dimensão educativa.
  • Caminhada imaginária pela cidade.
  • A arte que existe em nossa vida cotidiana é invisível.
  • Interpretações feitas não por forasteiros, mas por pessoas da comunidade.
  • Passo essencial para compreender a identidade cultural que possuímos.
  • Reflexão sobre possibilidades de mudança.
  • Enriquecer o discurso atual sobre arte/educação.
  • Não fazer a caminhada sem o devido preparo.
  • Levar principalmente a curiosidade e o olhar indagador.
  • Descobrir coisas nos lugares que julgamos conhecer.
  • Rever não é ver a mesma coisa duas vezes.
  • Exercitar o olhar para a cidade, um olhar desconstruídor.
  • Toda cidade forma, todas elas educam, pois todas são resultados de um processo cultural, histórico e social.
  • Olhar diferente, rumo a um olhar reflexivo.
  • Fazer anotações, desenhos, fotografar, registrar conversas.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Alexânia, 07 de agosto de 2010.

Olá gente.
Apesar de não fazer muita coisa pela cidade, me vejo nela como alguém que está sempre em busca de novos horizontes e faz o possível para contribuir com tudo aquilo que pode servir ao bem comum, procurando muitas vezes por algo que possa a cada dia trazer conhecimentos e formas de fazer com que não apenas eu mas todos a minha volta tenham  paz e felicidade, aproveitando para estreitar mais e mais os laços de amizade e convívio social, apregoando a política da boa vizinhança.
Posso dizer que vejo a cidade em mim a partir do momento que procuro levar nossa cultura adiante, vendo em mim os traços dos povos e dos costumes do lugar onde vivo, tentanto passar para a frente tudo aquilo que aprendi, e com certeza continuarei aprendendo e sei que poderá ser bom para outras pessoas.

                                                                                                                                Beijo!
                                                                                                                           Antonia.